Cartilha sobre a Revolta dos Búzios
Não é notícia nova mas é algo interessante de se lembrar. No Dia Mundial pela Luta e Promoção da Igualdade Racial (21/3), Maurício Pestana lançou a “Revolta dos Búzios, Uma História de Igualdade no Brasil”, que pretende atingir crianças, jovens e adolescentes. A obra teve a participação do Olodum. Pestana realizou uma grande pesquisa sobre como era Salvador na época da Revolta. Para ele, cartunista que já publicou 45 cartilhas, ainda vivemos em um estado colonial, principalmente quando se visita alguns rincões do nordeste brasileiro.
A Revolta dos Búzios, Revolta dos Alfaiates ou Conjuração Baiana foi a luta daqueles que “sonhavam com uma república democrática, com o fim da escravidão e das desigualdades entre brancos e negros, em pleno século 18, na cidade de Salvador”, como versa a cartilha. Inspirados pela Revolução Francesa, Ana Romana, Maria do Nascimento, Manoel Faustino dos Santos, João de Deus do Nascimento, Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas estão entre os principais ativistas daquele movimento.
“Apesar de ser uma história passada e vivida na Bahia, é assunto nacional. A Revolta dos Búzios é a base dos direitos humanos no Brasil. Foi a primeira vez que se escreveu um documento que se falava de oportunidades iguais no país”, explica o presidente da Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum, João Jorge Santos Rodrigues. O presidente do Olodum explica que a Revolta dos Búzios, conhecida também como Conjuração Baiana, trata-se não somente de uma história negra, mas uma história do próprio país e aponta que a exclusão racial e social permanece tão atual quanto em 1798, época da Revolta.
“Recentemente, a Folha de São Paulo fez uma pesquisa sobre o acesso à Universidade em São Paulo e encontrou e descobriu que uma rua nobre em São Paulo detém 11% das vagas na USP, em contraponto a 0,2% das vagas preenchidas por estudantes da Zona Leste cidade”, denuncia João Jorge. Segundo ele, o sistema de castas no Brasil é mais eficiente que o da Índia, porque na Índia há uma política de ação afirmativa que desde 1949 vem promovendo as classes ditas inferiores. João Jorge afirma que a luta no Brasil é uma só: pela igualdade social e racial e ressalta que a ação da polícia na zona leste de São Paulo pode ser comparada a da polícia em Shaperville, em 1960. Pouco mudou.
O Massacre de Sharpeville
No dia 21 de Março de 1960, ocorreu na cidade de Sharpeville na província de Gauteng, na África do Sul, um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava os negros da África do Sul a usarem um cartão, no qual estava escrito a onde eles podiam e deviam ir. Cinco mil manifestantes reuniram-se em Sharpeville, uma cidade negra nos arredores de Johannesburg, e marcharam calmamente, num protesto pacífico. A polícia sul-africana conteve o protesto com rajadas de metralhadora. Morreram 69 negros, e cerca de 180 ficaram feridos. A ONU implementou o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que passou a ser comemorado todo dia 21 de Março, a partir do ano seguinte.
Mais informações sobre o cartunista no sítio.



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Já começou bem.
Bem vindo de volta, amor.
agradecido
e muito bom o site ta continui assim
adorei
eu agradeço por ter achado esse saite..
e muito bom ser fan de historia
Opa! obrigado pela visita e pelos elogios. Sejam bem-vindas Jessica, Andry e Amanda. Voltem sempre (apesar de eu não ser, exatamente, um fã da História).
muito grande
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