No último dia 6 de outubro, pouco antes do concorrido dia das crianças, um dos mais relevantes eventos de publicidade anuncia o que os organizadores chamam de “um dos mais interessantes debates” da edição de 2011. “Venha ao MaxiMídia e aprenda a falar com quem mal aprendeu a falar” era a chamada, apelando para a sede comercial daqueles que consideram fundamental anunciar para um público vulnerável como o infantil.

Saiu matéria no blog Consumo e Infância, organizado pelo Instituto Alana, junto com um recorte da Folha de São Paulo (Coluna da Mônica Bergamo), exemplo do jornalismo que ouve os dois lados. Mas o material gráfico do evento é que considero mais esclarecedor: “é a oportunidade de você e sua empresa aprenderem a falar com gente que influencia imensamente o consumo de milhões de adultos. Conheça os limites da rigorosa legislação para anunciar produtos infantis e aprenda com especialistas como ser relevante com o público infantil, inquieto, mutante e importantíssimo para tantas marcas”.

A mesa de debate é composta só por gente boa – representantes de empresas líderes em seus setores, como McDonald’s, Nestlé, Mattel e Playstation-Sony. Eu vi um vídeo hoje bem interessante, que compartilho para que ouçam e pensem sobre o assunto:

httpv://www.youtube.com/watch?v=OcrRB6e7cI4

Vendo isso me lembrei da campanha que o pessoal andou promovendo no Facebook, trocando suas imagens por desenhos animados para indicar apoio à campanha contra a violência infantil. Um negócio interessante, mas que deve ter significado tão pouco em termos de resultado! E se as pessoas ligassem os pontinhos e descobrissem que a violência infantil não acontece só perto do dia das crianças? Se juntassem as coisas e percebessem que violência infantil não é só a física?

Não sei vocês, mas ler a frase “aprenda a falar com quem mal aprendeu a falar” num parece com aquela historinha de João e Maria?