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	<title>..todos os nomes.. &#187; blogue</title>
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	<description>conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens. não tomamos decisões, são as decisões que nos tomam a nós *</description>
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		<title>Mídia social deixa a gente retardado?</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 23:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Aluno da Universidade de Yale defende que a completa conectividade em uma rede social pode, algumas vezes, retardar a ação coletiva. E agora Rafinha Bastos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As redes sociais podem enfraquecer iniciativas e deixar as pessoas satisfeitas em apenas observar o espetáculo da vida através de um smartphone – aparentemente, até mesmo durante uma revolução. Esta é a tese provocativa de um <a href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1903351&amp;download=yes" target="_blank">paper escrito por Navid Hassanpour</a> (em inglês), formado em engenharia elétrica em Stanford e aluno de ciências políticas na Universidade de Yale.</p>
<p>A notícia apareceu no Monitor do Observatório da Imprensa, no Estadão e foi publicada no The New York Times, no final do mês passado. Hassanpour estudou a revolta popular no Egito – que tirou do poder, no início do ano, o presidente Hosni Mubarak – por meio de cálculos complexos e vetores que representam decisões tomadas por manifestantes.</p>
<p><a href="http://www.todososnomes.com.br/wp-content/uploads/2011/09/midiassociais.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-837" style="margin: 3px;" title="midias sociais" src="http://www.todososnomes.com.br/wp-content/uploads/2011/09/midiassociais-300x214.jpg" alt="mídias sociais" width="300" height="214" /></a>O ponto central do estudo era analisar o quão inteligente foi a decisão do governo de Mubarak de interromper completamente o acesso à internet e serviços de celular no dia 28/jan, em meio aos protestos na Praça Tahrir, no Cairo. Segundo as conclusões de Hassanpour, a estratégia não foi eficiente, mas não pelas razões mais lógicas. &#8220;A completa conectividade em uma rede social pode, algumas vezes, retardar a ação coletiva&#8221;, observou o pesquisador. A matéria do Observatório acrescenta que estas conclusões vão de encontro ao pensamento comum de que as mídias sociais teriam ajudado a estimular os protestos.</p>
<p>Pausa para pensar. &#8220;Completa conectividade&#8221; é uma abstração, né? Tenho visto o pessoal falando que as mídias sociais têm ajudado na mobilização de protestos e, apesar de dar um desconto nessa onda otimista, tenho entendido sempre o &#8220;têm ajudado&#8221; como exatamente isso! Ajuda não é mobilização via rede social. Começando daí, deixa eu voltar para o resumo do estudo.</p>
<p>Olhando para trás, o que tem retardado ações coletivas? Antes, muito antes do twitter e do facebook, ações coletivas foram retardadas pela apatia política, pelo espírito egoísta e oportunista, pela nossa incompetência comunicativa e pela nossa superficialidade geral. Cada tópico desse já rendeu um sem fim de teorias, mas basta um <a href="http://www.todososnomes.com.br/2011/democracia/castells-propoe-outra-democracia/" target="_blank">texto aqui no Todos os Nomes</a> para aprofundar um pouco. Redes sociais são grandes instrumentos de conexão utilizadas por muita gente sem propósito. Isso as torna responsáveis pelo retardamento de ações coletivas? De jeito nenhum! Quem está hoje retardado (RTs) nos seus timelines, sempre foi retardado! A questão é que ele (ela) fala muito mais e tem milhões de seguidores quando conta uma nova piadinha suja.</p>
<p>Segundo o estudo de Hassanpour, depois do tal dia 28, os protestos se espalharam por Cairo e pelo resto do país – isto não significa que havia mais manifestantes envolvidos, mas sim que o movimento havia se espalhado por mais partes do Egito. A interrupção do acesso à rede e do sistema de telefonia celular exacerbou a inquietação em pelo menos três maneiras. &#8220;O fato envolveu muitos cidadãos apolíticos que não sabiam ou não estavam interessados nos protestos; forçou a comunicação cara a cara e, consequentemente, gerou mais presença física nas ruas; e, finalmente, descentralizou a rebelião, por meio de novas táticas de comunicação híbridas, produzindo uma situação muito mais difícil de controlar e de reprimir do que uma única reunião massiva na Praça Tahrir&#8221;, explicou.</p>
<p>Na cabeça do sujeito, dois protestos aconteceram: o primeiro, organizado pelos politizados, queria a queda do Mubarak; o segundo, reforçado pelos desinteressados, queria a sua internet e o seu celular funcionando de novo. Espero que ele tenha percebido que, ao final, ambos os protestos foram vitoriosos! Mas ele vai ter que queimar mais neurônio para superar essa dicotomia besta.</p>
<p>Para ele, em uma sociedade sem veículos de comunicação, surge uma &#8220;estranha escuridão&#8221;. É isso não doutor! Em uma sociedade sem veículos de comunicação, ainda vai existir a comunicação! É ela, no final das contas, que vai conseguir reunir as mentes diferentes, os diversos propósitos (humanistas, egoístas, financeiros ou altruístas). O que nos falta muitas vezes é o conteúdo e a linguagem e não outros meios.</p>
<address>Leia as outras matérias sobre isso:</address>
<address><a href="http://blogs.estadao.com.br/rodrigo-martins/2011/09/06/twitter-gera-protestos-em-hashtags-mas-nao-faz-indignados-irem-as-ruas-aponta-estudo/" target="_blank">[+] Rodrigo Martins &#8211; no Estadão</a>.<br />
<a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/estudo-defende-que-midias-sociais-desaceleram-mobilizacao" target="_blank">[+] Observatório da Imprensa</a>.</address>
<img src="http://www.todososnomes.com.br/?ak_action=api_record_view&id=835&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Impactos dos agrotóxicos no Brasil</title>
		<link>http://www.todososnomes.com.br/2011/blogue/impactos-dos-agrotoxicos-no-brasil/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=impactos-dos-agrotoxicos-no-brasil</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 18:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[Silvio Tendler]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo documentário de Silvio Tendler mostra o perigo ao qual estamos expostos por conta do emprego de agrotóxicos na agricultura e como este modelo beneficia as grandes transnacionais do veneno em detrimento da saúde da população.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É importante fazer o registro de uma atividade da qual não vou participar por inconveniência espacial e temporal. O Comitê do Rio de Janeiro da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida convida para o lançamento do mais novo documentário de Silvio Tendler “O Veneno Está na Mesa”. A exibição será realizada hoje (25/7), às 20h, no Teatro Casa Grande.</p>
<p>Para aqueles que puderem participar, não é necessária inscrição prévia. Basta chegar antes da hora do início e aproveitar para visitar, no local, a pequena livraria da <a href="http://www.expressaopopular.com.br" target="_blank">Editora Expressão Popular</a>. O Teatro Oi Casa Grande fica na Rua Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon (estacionamento PAGO no Shopping Leblon).</p>
<p>O filme mostra o perigo a que se está exposto por conta do emprego de agrotóxicos na agricultura e como este modelo beneficia as grandes transnacionais do veneno em detrimento da saúde da população. Depois da exibição do filme (50 min), haverá debate com a participação do diretor, de Letícia Rodrigues da Silva, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e de Alexandre Pessoa, da Fiocruz. A mediação será feita pela agrônoma Nívia Regina, do MST-Via Campesina, integrante da coordenação nacional da campanha.</p>
<p><strong>SINOPSE</strong></p>
<p>O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.</p>
<p>O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos que consomem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A ideia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.</p>
<p>Uma matéria importante e recente sobre o tema foi publicada hoje na Agência Envolverde (<a href="http://envolverde.com.br/noticias/a-ameaca-do-veneno-que-chega-do-campo/" target="_blank">A ameaça do veneno que chega do campo</a>), informando que a água potável no Brasil pode conter 22 tipos de agrotóxicos, 13 de metais pesados, 13 de solventes e seis de desinfetantes. Recomendo a leitura.</p>
<p>Esse evento faz parte das comemorações dos 45 anos do histórico Teatro Casa Grande que terá, a cada mês, sempre às 20h, uma palestra sobre temas do Brasil e de nossa inserção no mundo. Esta será a sexta palestra do ciclo que teve o professor Emir Sader (março), João Pedro Stédile, dirigente do MST (abril), o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães (maio), Aleida Guevara (junho) e, no último dia 18 de julho, o reitor da UFRJ Aluísio Teixeira.</p>
<address>[+] Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida &#8211; RJ<br />
&gt; <a href="http://amigosenff.org.br/site/" target="_blank">Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF)<br />
</a>&gt; <a href="http://institutocasagrande.wordpress.com/" target="_blank">Instituto Casa Grande</a> (ICG)<br />
&gt; <a href="http://www.algoadizer.com.br" target="_blank">Jornal de Cultura e Política Algo a Dizer</a> &#8211; que está publicando as transcrições das palestras na íntegra.</address>
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		<title>bin laden morreu?</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 14:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[argentino]]></category>
		<category><![CDATA[Ernesto Sábato]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>

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		<description><![CDATA[Tomei um susto no jornal de sábado. Estava no quarto quando ouvi a notícia rápida da morte de Ernesto Sábato, autor de Sobre Heróis e Tumbas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tomei um susto ontem no jornal de sábado. Estava no quarto arrumando algumas coisas antes de sair pro trabalho quando ouvi a notícia rápida da morte de Ernesto Sábato, escritor argentino de 99 anos, autor de Sobre Heróis e Tumbas. Corri pra sala surpreso e querendo outras informações, mas o jornal estava finalizando e fiquei com a notícia somente nos ouvidos.</p>
<p>Nada mais. Nem notinha no Fantástico (pelo que conta o site deles, porque não assisti ontem). Ninguém dando depoimento, analisando sua obra, considerando a importância do trabalho político feito por ele. Um Brasil midiático ignorando o falecimento do ganhador do Prêmio Cervantes de 1984 e candidato ao Nobel de Literatura de 2007.</p>
<p>Mesmo considerando minha história com os livros de Sábato, para mim foi surpreendente como um jornalismo televisivo dá as costas assim aos seus valores latinos, preocupando-se em dar flashes sobre a morte do Osama Bin Laden como grande acontecimento histórico, afinal o homem derrubou dois prédios e matou milhares de pessoas. Mas o que me importa isso?</p>
<p>Sábato morreu em sua casa, localizada na cidade de Santos Lugares, arredores de Buenos Aires. Estava praticamente cego há alguns anos e se mantinha recluso em sua residência. Sua companheira, Elvira González Fraga, em entrevista à imprensa local declarou que nos últimos dias uma bronquite complicou seu estado de saúde.</p>
<p>Descobri Sábato em uma revista chamada Radar. Catei os livros dele por alguns anos sem sucesso, porque os títulos publicados estavam esgotados e sem reedição. Encontrei o tradutor dele, um também escritor chamado <a href="http://cristaldo.blogspot.com/" target="_blank">Janer Cristaldo</a> que, muito gentilmente, enviou-me uma tese sua sobre Sábato. Comprei pela internet dois pequenos livros de ensaios do argentino e baixei tudo que encontrei dele na internet para enganar a frustação de não conseguir o principal livro dele aqui no Brasil.</p>
<p>Quando um ex-cunhado viajou para a Argentina, fiz a encomenda. O &#8220;desafio&#8221; era comprar qualquer coisa que encontrasse dele, mas com especial recomendação para Sobre Heróis e Tumbas (de 1961). Claro, ele encontrou o livro em uma banca de revista custando dez pesos. Escrito em espanhol, o livro era mais um troféu para mim que propriamente uma opção, porque meu espanhol sempre foi fuleiro.</p>
<p>Mas a Companhia das Letras me brindou com uma edição linda e foi aí que comprei o &#8220;primeiro&#8221; Sábato. Depois veio O Túnel (de 1948). Os dois fazem uma trilogia com Abadon, o Exterminador (de 1974), mas este não tenho ainda. Quem sabe role uma sensibilidade maior após a sua morte.</p>
<div>
<p>Sábato não só foi reconhecido por seu ofício de escritor, mas além disso presidiu (em 1984) a Comissão Nacional sobre Desaparecimento de Pessoas (Conadep). Este grupo redigiu o relatório &#8220;Nunca mais&#8221;, obra que relata horrores da última ditadura civil-militar argentina (1976-1983). A última obra publicada por Sábato foi Espanha nos Diários da Minha Velhice, fruto de suas viagens ao país em 2002, enquanto a Argentina submergia na mais feroz crise econômica de sua história.</p>
<p>Mario Sábato, filho dele e autor de um documentário sobre a vida do escritor, disse que ele já não saía de casa, estava sob cuidado de enfermeiras e quase não falava, embora ocasionalmente rompesse seu silêncio para ter algum breve diálogo com a família.</p>
</div>
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		<title>incomunicabilidade</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 20:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[celular]]></category>
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		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[telefonia]]></category>

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		<description><![CDATA[a pessoa percebe como é dependente do celular quando passa o dia todo sem um]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu consegui uma conjunção de planetas. Devia estar lá escrito no meu signo que eu sairia hoje de manhã de casa com um celular nº 1 descarregando e sem o carregador dele. Olhei quando acordei mas pensei: deixa. Se um não tinha bateria eu usava o outro. Mas percebi só após sair de casa que o celular nº 2 repetia irredutível: somente emergência.</p>
<p>Nada de pânico! Entrei no site da operadora, liguei pro atendimento, em vão. Depois de sei lá quantos anos usando celular, parece que pela primeira vez na vida o meu chip queimou, segundo a pessoa que falou comigo. Resignado, fui na revenda e paguei R$ 10 pelo novo com o mesmo número &#8211; no fundo achando que eles deviam me pagar R$ 10 por ter perdido meu horário de almoço, pago ônibus pra ir e taxi pra voltar.</p>
<p>Nada de aborrecimentos! Coloco o bunitim no meu celular e, apressado, trato de ligar o aparelho. Mas a pessoa sem coração, vendo minha pressa, se apressa em dizer que o sistema funciona de &#8220;2 a 24 horas&#8221;. Com a cara péssima, saí da loja com um &#8220;boa tarde e bom feriado&#8221;, pensando que só me falta ficar sem celular mais 24 horas pra completar esse trânsito astrológico ótimo.</p>
<p>Daqui a 10 minutos completam as 2 primeiras horas, mas já me sinto impotente, aguardando até amanhã de manhã pra conseguir a primeira chamada. Pior é que tenho aquela impressão fixa de que não é o chip, sabe? O mais grave e importante, no entanto, é perceber que tenho dependência disso. Meu celular não bomba, não toca mais de 5 vezes durante o dia, não faço ligações duradouras. Mas é ruim pensar que pode ter alguém querendo falar com você, vê se pode!?</p>
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		<title>por quem os sinos dobram?</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 14:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por que todos os textos apavorados, chorosos, revoltados, lúcidos, desacreditados e sofridos fariam sentido agora mais que antes?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por que todos os textos apavorados, chorosos, revoltados, lúcidos, desacreditados e sofridos fariam sentido agora mais que antes?</p>
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		<title>retorno dos cursos no senac-ce</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 17:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[curso acs]]></category>
		<category><![CDATA[assessoria de comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[senac-ce]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo curso de Assessoria de Comunicação, com 60 horas/aula, está previsto para começar no dia 02 de maio de 2011, no Sesc-Senac Iracema (Fortaleza/CE). É o primeiro depois de um longo período ausente &#8211; dois anos, o último foi em abril de 2009. O plano de curso foi atualizado e algumas coisas foram retiradas enquanto outras foram atualizadas.
O blog antigo do curso não existe mais, portanto aqui teremos as novidades, material pedagógico, informes outros sobre as aulas de assessoria, para alunos, alunas e curiosos. Quem já passou por isso e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novo curso de Assessoria de Comunicação, com 60 horas/aula, está previsto para começar no dia 02 de maio de 2011, no Sesc-Senac Iracema (Fortaleza/CE). É o primeiro depois de um longo período ausente &#8211; dois anos, o último foi em abril de 2009. O plano de curso foi atualizado e algumas coisas foram retiradas enquanto outras foram atualizadas.</p>
<p>O blog antigo do curso não existe mais, portanto aqui teremos as novidades, material pedagógico, informes outros sobre as aulas de assessoria, para alunos, alunas e curiosos. Quem já passou por isso e já se esbarrou comigo nas salas noturnas do Senac-CE, convido a dar seus depoimentos e debater inclusive (se estiver a fim).</p>
<p>Se gostaram, aproveitem para recomendar aos amigos e amigas que estão começando agora. Se não, aproveitem para aprontar uma com seus desafetos ou simplesmente abafa o caso.</p>
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		<title>não ser surdo</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 21:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Galeano]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Fórum]]></category>

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		<description><![CDATA[A Revista Fórum tem feito no twitter uma série de releituras excelentes para quem não acompanhou esses anos todos o seu conteúdo produzido. Hoje ela presenteou com um texto feito a partir da visita de Eduardo Galeano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.revistaforum.com.br" target="_blank">Revista Fórum</a> tem feito no twitter (@revistaforum) uma série de releituras excelentes para quem não acompanhou esses anos todos o seu conteúdo produzido. Hoje ela presenteou com um texto feito a partir da visita de Eduardo Galeano ao Brasil, por ocasião do I Festival Latino-Americano de Música Camponesa, realizado em Curitiba-PR. Entre frases belíssimas, algumas de efeito: &#8220;o melhor do mundo é a quantidade de mundos que ele contém&#8221;. Mas a leitura dele do mundo e da América Latina guarda uma grande dose de realidade. Enfim, <a href="http://www.revistaforum.com.br/noticias/2007/09/24/o_cacador_de_vozes/" target="_blank">vale a pena dispensar um tempo pra ele</a>.</p>
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		<title>have a Nietzsche day</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 16:47:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[HND]]></category>

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		<description><![CDATA[Viver é essencialmente apropriação, violação, dominação do que é estrangeiro e mais fraco, opressão, dureza, imposição da própria forma, incorporação e pelo menos, no mais clemente dos casos, exploração.
Para Além do Bem e do Mal
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Viver é essencialmente apropriação, violação, dominação do que é estrangeiro e mais fraco, opressão, dureza, imposição da própria forma, incorporação e pelo menos, no mais clemente dos casos, exploração.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Para Além do Bem e do Mal</em></p>
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		<title>humanidade, no dicionário de Saramago</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 14:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Têm razão os cépticos quando afirmam que a história da humanidade é uma interminável sucessão de ocasiões perdidas. Felizmente, graças à inesgotável generosidade da imaginação, cá vamos suprindo as faltas, preenchendo as lacunas o melhor que se pode, rompendo passagens em becos sem saída e que sem saída irão continuar, inventando chaves para abrir portas órfãs de fechadura ou que nunca tiveram.
In As Pequenas Memórias, Editorial Caminho, p. 223
(Seleção de Diego Mesa, no Blog do Saramago)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Têm razão os cépticos quando afirmam que a história da humanidade é uma interminável sucessão de ocasiões perdidas. Felizmente, graças à inesgotável generosidade da imaginação, cá vamos suprindo as faltas, preenchendo as lacunas o melhor que se pode, rompendo passagens em becos sem saída e que sem saída irão continuar, inventando chaves para abrir portas órfãs de fechadura ou que nunca tiveram.</p>
<p><em>In As Pequenas Memórias, Editorial Caminho, p. 223</em></p>
<p>(Seleção de Diego Mesa, no <a href="http://caderno.josesaramago.org/2010/06/01/humanidade/" target="_blank">Blog do Saramago</a>)</p>
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		<title>dicionário de politiquês para os normais</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 20:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo inacio</dc:creator>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Dicionário de Politiquês é o novo livro de Vito Giannotti, escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dicionário de Politiquês é o novo livro de Vito Giannotti, escritor e coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). Escrita em parceria com Sérgio Domingues, a publicação é um manual prático de linguagem para ser usado todos os dias por quem deseja se comunicar com muitas pessoas. São cerca de 3.500 verbetes incompreensíveis traduzidos para a língua dos &#8220;normais&#8221;, ou seja, para a grande maioria da população que não passou mais do que oito anos nos bancos escolares.</p>
<p>Vito Giannotti já escreveu outros livros sobre o tema. Essa preocupação vem do reconhecimento da importância da linguagem na disputa de hegemonia, ou seja, na disputa por uma nova visão de mundo, por novos valores, para que se chegue à organização da classe trabalhadora para a transformação. &#8220;Temos que convencer vários milhões de que é necessário mudar os rumos, participar, se mobilizar e tomar o poder das mãos dos nossos inimigos de classe. E como se convence? Comunicando. Em que língua? Na que todos entendem&#8221;, afirma o autor. Leia a entrevista dele reproduzida pela Agência Envolverde.</p>
<p><strong>Como surgiu a ideia de escrever esse Dicionário de Politiquês? </strong></p>
<p>A necessidade de escrever esse livro vem da constatação de que muitas vezes a linguagem que os sindicalistas, os jornalistas sindicais e os militantes de esquerda falam se torna muito difícil para aquelas pessoas que eu costumo chamar de “normais”. Ou seja: a maioria. Essa constatação é evidente, basta perguntar a quem está assistindo a uma palestra ou um debate. Provavelmente essa pessoa vai confessar que entende muito pouco do que está ouvindo. Isso também acontece com a escrita. Se alguém vai ler um texto e não conhece sete, oito ou dez palavras, acaba se distraindo e não consegue entender o sentido geral daquela mensagem. Isso eu descobri quando trabalhava como metalúrgico em São Paulo, durante uns vinte anos. Percebi que o discurso feito por nós, militantes de esquerda, revolucionários, era muito bom, muito bonito, tinha um conteúdo muito rico, mas tinha um pequeno problema: o público-alvo. Aqueles que queríamos convencer não conseguiam compreender nossa mensagem sobre a necessidade de mudança e a importância da luta.</p>
<p><strong>E essa preocupação vem desde quando mais ou menos?</strong></p>
<p>Desde a década de 1970 comecei a discutir esse assunto com outros companheiros que faziam comigo os boletins clandestinos, os jornais sindicais. Nós até inventamos a palavra operariês, que é exatamente o contrário do intelectualês. E percebemos que havia ainda outros ês: o juridiquês do advogado; o economês, típico dos economistas; o politiquês etc. Vimos então que era essencial se preocupar com a linguagem. A partir daí escrevi vários livros ao longo desses anos para tratar dessa questão. O primeiro deles foi O Que é o Jornalismo Operário (Brasiliense). Depois veio o Manual de Linguagem Sindical (NPC) escrito com Claudia Santiago e Sérgio Domingues, que foi um ensaio de dicionário. A argumentação de todos eles é a mesma: a necessidade de falar a língua que o pessoal entende. Aí vem uma velha questão, que é muita gente achar que estamos “rebaixando” a linguagem. Não se trata de rebaixar, mas sim de traduzir. É muito simples: eu falo casa com quem entende a língua portuguesa, mas não adianta falar casa com franceses. Com estes tenho que falar maison, se não a mensagem não será transmitida. Ou seja, você tem que saber muito bem duas línguas: a que você está falando, e aquela para a qual você quer traduzir. Isso não é rebaixar, é fazer entender. Por exemplo: como você vai usar a expressão “Calcanhar de Aquiles”? 95% da população nunca viu Aquiles, não sabe quem foi ele, o que isso significa. Você pode, então, substituir por “o nosso ponto fraco”, “nossa dificuldade”. Pode falar da maneira que quiser, mas não “Calcanhar de Aquiles”. Este só para doutores, ou quem conhece mitologia grega.</p>
<p><strong>Você citou outros livros já escritos sobre essa questão – como o Muralhas da Linguagem, por exemplo. Qual seria a principal diferença desses anteriores para esse Dicionário?</strong></p>
<p>O Muralhas da Linguagem é bem diferente. São cerca de 250 páginas de argumentação e de explicação do porquê dessa dificuldade de alguns de se entender uma linguagem mais elaborada. A ideia central do Muralhas é que a causa dessa diferença está no nível de escolaridade. O problema é que um engenheiro ficou nos bancos escolares durante 25 anos&#8230; A mesma coisa um médico, um psiquiatra, um dentista etc. E a imensa maioria dos trabalhadores do mundo, quantos anos estudaram? A média no Brasil é seis anos. Quem ficou seis anos não entende “calcanhar de Aquiles”, “irreversível”, “irreconciliável”. Então tem que traduzir! Quando você quer usar uma palavra que considera importante, pode introduzi-la, mas depois explica, traduz logo em seguida. Eu posso, por exemplo, dizer “na atual conjuntura, ou seja, na situação em que vivemos hoje&#8230;”. Assim eu uso um termo novo, e não estou impedindo a compreensão. Mas é preciso ter cuidado para não exagerar. Em um artigo de duas laudas, posso fazer isso uma ou duas vezes, no máximo, se não o nosso artigo se torna uma aula de português.</p>
<p><strong>Voltando à questão da diferença entre os livros sobre linguagem. Podemos dizer que enquanto Muralhas da Linguagem discute a teoria, o Dicionário é um manual para o dia-a-dia de quem vai se comunicar?</strong></p>
<p>Isso. O primeiro é uma conversa para mostrar a necessidade de se usar uma linguagem compreensível por todo mundo. Já o Dicionário de Politiquês é prático: após uma rápida introdução, entra uma lista de cerca de 3500 verbetes, relacionados a uma ou duas frases que dizem a mesma coisa de maneira clara. Então este dicionário não é para ensinar a usar as palavras difíceis, mas sim para o contrário: para aprender a traduzir. Se tem lá “irreversível”, não é para usar essa palavra, mas sim para usar outro termo ou expressão no lugar.</p>
<p><strong>Para quem você indica o Dicionário de Politiquês?</strong></p>
<p>Ele é para professores, jornalistas, sindicalistas, formadores, militantes políticos que vivem o tempo inteiro falando com muita gente. Ou seja: é para todo mundo que quer conversar com o povo. Para quem estudou mais de doze anos, ou então para quem já aprendeu a falar outra língua, quem tem uma certa vivência política e social e frequenta reuniões, debates, seminários, cursos, encontros, palestras&#8230; Essa pessoa também precisa de dicionário.</p>
<p><strong>E como você foi recolhendo essas expressões, essas palavras?</strong></p>
<p>Em cada curso que dou pelo Brasil afora escuto dezenas de palavras complicadas. Então cada vez que eu escutava um termo ou frase, anotava. E não foi só ouvindo não, foi também muitas vezes lendo artigos de jornais para metalúrgicos e até mesmo para professores de escolas públicas. Assim juntei essas 3500, mas teria muito mais. Quero chegar a 5000, e isso não é difícil.</p>
<p><strong>Como você disse, essa preocupação com a linguagem já tem uns 40 anos. Você acha que a esquerda em geral, os movimentos sociais e os sindicatos não aprenderam a se comunicar?</strong></p>
<p>Não é que nós da esquerda não aprendemos não. Na verdade nunca quisemos aprender, porque isso não interessa. Na visão geral da esquerda essa discussão de linguagem é besteira, porque o “importante é a política, é a mensagem, e o povo tem que entender”. Também acho que o povo tem que entender, mas quais são as condições que existem para essa compreensão? Bem, a culpa é nossa porque, primeiro, a nossa luta ainda não foi suficiente para que no Brasil haja uma maior escolaridade. Segundo: ainda não nos convencemos que esse problema da linguagem é real e é sério. Nos sindicatos, nos meios de esquerda, a atitude geral é a seguinte: o importante é o conteúdo, é a mensagem&#8230; Com isso se deixa de lado a forma, a preocupação com a língua que se fala. Não adianta transmitir uma mensagem maravilhosa se for em uma língua que ninguém entende. Por isso a importância de se traduzir.</p>
<p>É claro que temos que fazer crescer o nível de conhecimento, e para isso temos que lutar por escolas decentes, universais, que ensinem de verdade, que ensinem o significado de todos esses termos. Mas infelizmente não é isso que temos no Brasil hoje. Na última estatística mundial do PISA [Programa Internacional de Avaliação de Alunos], de 55 países o Brasil ficou em último lugar em interpretação de textos. Esse é o quadro do nosso ensino. Com ele o povo não vai entender expressões como, por exemplo, “uma luta fratricida”. Então, precisamos lutar pelo acesso de todos e todas a uma educação de qualidade. Mas esse não é o papel dos nossos boletins, dos jornais, dos discursos&#8230; Nestes devemos usar as palavras que todos sabem.</p>
<p><strong>E você acha que, por outro lado, a burguesia se preocupa mais com a linguagem?</strong></p>
<p>A direita não tem muito problema para transmitir sua mensagem. A sua preocupação em manter a hegemonia é primeiramente na força. Eles têm a polícia para fazer obedecer, o exército para impor sua vontade, o judiciário para impor as leis da classe hegemônica&#8230; Mas às vezes a coerção não é suficiente, e então vem a preocupação com o convencimento, com a comunicação. E eles se preocupam mais do que nós com a comunicação. Basta prestar atenção no Jornal Nacional, analisar as palavras usadas e o tamanho das frases. Muito dificilmente você encontra uma com mais de 20 palavras. E essa é outra norma da linguagem. Além de não usar palavras complicadas, as frases têm que ser curtas. Alguns estudos já provaram que uma frase longa é chata, deixa de ser interessante, não desperta atenção, e a pessoa se distrai facilmente. A direita sabe disso, e aplica quando quer convencer. Nós de esquerda, que queremos fazer uma luta contra-hegemônica, temos uma obsessão “politicista”, ou seja, o importante é a política, e o resto é secundário. O conteúdo é importante sim, mas se não for comunicado para as chamadas “massas” acaba ficando restrito a um pequeno grupo de “entendidos”.</p>
<p><strong>Então a linguagem está diretamente ligada à disputa de hegemonia?</strong></p>
<p>Claro. Disputar a hegemonia significa, primeiro, disputar a visão de mundo, os valores, e levar a novas atitudes para se contrapor à atual forma de organização do mundo. Ou seja: mudar. Nessa nossa batalha contra-hegemônica, nós precisamos de duas coisas, como dizia Gramsci: precisamos ter convencimento da classe com a qual nós queremos fazer a transformação. E também precisamos de força, como a organização em partidos, em centrais, em sindicatos, em governos. Mas, para isso, temos que convencer vários milhões de que é necessário mudar os rumos do mundo, participar, se mobilizar e tomar o poder das mãos dos nossos inimigos de classe. E como se convence? Comunicando. Em que língua? Na que todos entendem.</p>
<address>Fonte: Envolverde/Revista Fórum</address>
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