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  • Gostei

    Descobri por acaso, mas gostei por demais.
    Gabeira.com

  • Chavez e a censura

    Hugo Chávez anunciou ontem que pretende reestatizar os setores de eletricidade e telefonia do país, privatizados antes de 1999. Para ele são setores estratégicos para o desenvolvimento do país e devem voltar ao controle do povo venezuelano. Chavez também anunciou que irá estatizar a empresa de telecomunicações CANTV. Suficiente para muita gente dar um pulo.

    Quem tá militando nos movimentos sociais tem pavor a qualquer insinuação de censura. E a medida de Chavez anunciada desse jeito, associada a imagem dele de bufão, exala alguma coisa.

    Eu vi uma mensagem há poucos dias do Beto Almeida, que está lá na TV Sul, falando do tema sem grandes detalhes. Mas acho que é cedo para tratar de qualquer juízo de valor, positivo ou negativo. Porque a declaração de Chavez não quer dizer, de antemão, coisa boa ou coisa ruim. Corre um sério risco do barco fazer água, mas corre o sério risco de dar certo, não temos informações suficientes para enaltecer ou, ainda, apenas avaliar.

    Porém tem uma coisa que queria colocar no debate. Evo Morales e Chavez discutem uma integração de que foi pauta da Cúpula presidencial da Comunidade Sul-americana de Nações. Em paralelo, na Bolívia (Cochabamba), foi realizada a Cúpula Social pela Integração dos Povos. Um diálogo inédito entre governos e movimentos sociais foi aberto com uma série de debates sobre agenda estratégica da integração regional. Não saiu nem uma linha nos jornais e nas tvs comerciais, mas aconteceu e deve ser considerado.

    Então, assim, não é apenas um fato isolado. De amanhã a sexta, em Bueno Aires, representantes de emissoras públicas de comunicação da América do Sul se reúnem para discutir ações que fortaleçam a integração no Mercosul. A integração dos países não deve ocorrer apenas no âmbito governamental. Para que o intercâmbio ocorra de fato, ele deve envolver a população dos países do bloco. E, nesse processo, as empresas públicas de comunicação podem exercer um papel fundamental. Não é com preconceito nem com gritos de Viva o Socialismo que a gente deve entender a história.

  • 2007 engatinha

    Pronto. Passou o ano e agora algumas coisas podem se renovar. Eu, por exemplo, resolvi voltar a escrever no blog. Com a página Todos os Nomes fica difícil sobrar coisas pra colocar aqui, é bem verdade. Mas essas coisas pequenas do dia a dia, e as coisas grandes, quando ainda não estão muito bem processadas no meu processador 486, cabem nas bandas de cá.

    É sim, preciso trabalhar com algumas das minhas insatisfações em algum lugar e a disposição para um texto mais elaborado quase sempre vai pras cucuias. Hoje foi um dia clássico, apesar de não ter sido dos piores, desse tipo de insatisfação.

    Apesar de ter escolhido não mais arrumar emprego até entrar no mestrado, tenho trabalhado em algumas coisas, participado de algumas seleções, selecionadas a dedo. De manhã estive em uma. Um projeto bacana e, na teoria, bem promissor: trabalhar com um núcleo de produção de informações (não simplesmente uma agência de notícias). Carga horária pequena, oportunidade de manter um padrão dinâmico de trabalho, mas uma idéia ainda por ser trabalhada, bastante!

    O que me incomodou mesmo foi a seleção, profundamente impessoal, com teste grafológico e mais dois longos mapas para marcar entre duas opções a que mais parece com o que faço. Oras, para um projeto dinâmico, nada mais morgado que um teste padrão. Já começa a dar uma canseira, porque um teste deste fala muito mais do contratante! Mas eu marquei, lá no itenzinho sobre paciência, uma de minhas virtudes.

  • Estou só um pouco cansado

    Mas em meio a essa serena felicidade me invadia, de quando em vez, uma profunda tristeza, pois sabia muito bem que isso não podia durar muito. Meu destino não era viver em paz e na abundância, mas na privação e no tormento. – Demian (Hermann Hesse)

    Confraternizações são por demais solitárias. Estou só um pouco cansado.